"2001: A Space Odyssey" - Stanley Kubrick
Nunca é demais viajarmos sobre como será o futuro e, com isso, divagarmos sobre nossa situação atual e os antigos acontecimentos e, depois de tudo, tentar fazer ligações entre o agora, o ontem e o amanhã. Um filme vem à mente quase que como uma unanimidade quando pensamos em futuro: "2001: Uma Odisséia no Espaço". Talvez atrás apenas da dupla trilogia do Star Wars em popularidade no gênero ficção científica, essa, como diz o nome, odisséia é uma incrível e ao mesmo tempo absurda viagem ao futuro e ao espaço, vista pelos olhos de Stanley Kubrick e do autor de romances Arthur C. Clarke.
No início, talvez o mais primitivo de todos os filmes do gênero, vemos a chamada "dawn of mankind", ou aurora, amanhecer da humanidade. Grupos de hominídeos brigam por território e, depois de perder seu espaço, um dos primatas do grupo oprimido descobre o osso como arma. Aqui entra em cena a música mais clássica e lugar-comum da história, "Thus Spoke Zarathustra", ou "Assim Falou Zaratustra" (sim, homônima ao livro de Nietzche). Sendo tocada também nos créditos iniciais do filme e no fim, obviamente, essa música ficou no imaginário de todos como trilha sonora de conquistas e superações. Depois de um corte de milhões de anos, nos encontramos a caminho duma estação espacial. E por aí vai a história de bem mais que duas horas de filme que não vou contar.
Comento agora sobre as incríveis qualidades desse filme. Primeiro, fica aqui minha admiração pela criatividade e visão dos autores, por colocarem em cena maquinários extremamente detalhados nas naves e estações e por anteciparem muitas criações tecnológicas que surgiram com o tempo. Vale lembrar que o filme é de 1968 e que muitos dos efeitos que vemos nas partes mais psicodélicas da história são feitas com materiais caseiros em conjunto com duas mentes viajadas. Outra coisa que vem ao caso mencionar é a linda trilha sonora que habita grande parte da narrativa, que, por sinal, é extremamente muda. Não que não haja ação, mas a que há, é curta. Ainda sobre as músicas, legal como a maior parte do filme é feita em silêncio. Mas não é aquele silêncio agonizante, é o silêncio programado, para pensarmos, para refletirmos na gigantesca odisséia a qual somos convidados a participar.
Apesar de ser um filme de ficção, "2001..." levanta inúmeras questões relevantes e atemporais que são extremamente delicadas e, ao mesmo tempo, intrigantes. Exemplos de discussões possíveis: sobre civilizações extraterrestres; sobre a relação entre homem e máquina; sobre Deus; e por aí vamos. Na versão em Blu-Ray do filme, que aluguei não muito tempo atrás, os extras são recheados de documentários (se não me engano, sete deles), sendo um deles sobre as questões filosóficas acerca da obra. Não vou entrar no assunto, mas, quem quiser, depois de assistido o filme, prefiro discutir pessoalmente.
Fica aqui a dica de um filme que, apesar de cansativo, tanto física quanto mentalmente, nos alimenta e nos move em direções nunca antes pensadas.
domingo, 1 de novembro de 2009
Nós, a Sós
E com os teus braços
Eu faço laços,
E em meio a abraços
E amassos,
Me apoio em teu regaço
E embaço
Os teus traços.
E te traço,
Te ameaço
E te caço.
No chão e no terraço.
E invado teu espaço,
Teu ventre de aço
E me faço
De palhaço,
E muito bem passo,
E te faço
De meu maço.
Te trago, e o cansaço
Faz de mim de volta um bagaço
Estirado em teus braços.
Eu faço laços,
E em meio a abraços
E amassos,
Me apoio em teu regaço
E embaço
Os teus traços.
E te traço,
Te ameaço
E te caço.
No chão e no terraço.
E invado teu espaço,
Teu ventre de aço
E me faço
De palhaço,
E muito bem passo,
E te faço
De meu maço.
Te trago, e o cansaço
Faz de mim de volta um bagaço
Estirado em teus braços.
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poesia
sábado, 31 de outubro de 2009
Liberdade, Igualdade, Fraternidade
É tudo o que queriam os Iluministas, os revolucionários da "bastilha", os "povos da primavera", os estudantes do "ano que não acabou" e todas as pessoas que tem bom-senso. Mas o tempo passou e de um lado ficou a liberdade dos EUA, e do outro a igualdade da URSS. E a América Latina não se sentiu mais livre depois de sentir o "Big Stick", nem o Leste Europeu mais igual depois de conhecer o "Pacto de Varsóvia". Ah, a Fraternidade? Essa nunca existiu, nunca foi aplicada. Nunca deu dinheiro nem nunca deu resultado. A Fraternidade não passa de uma palavra pra preencher espaço. Pra fechar a rima, a métrica dos discursos demagogos dos políticos mentirosos.
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divagações,
política
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Vascularização das Opiniões
Respondendo o comentário pré-histórico do Allan sobre arte contemporânea: cada um tem sua forma de externar aquilo que sente, que vê como arte. Não existe um padrão do que pode ser considerado como uma obra artística. Claro, pessoas submetidas a um mesmo contexto histórico, político e socioeconômico possuem tendências similares. Não é possível você ver um quadro, por exemplo, e encarar aquele estilo da mesma forma que você encarava antes. Ele passa a exercer uma influência sobre o seu olhar, seja positiva (e assim, construtiva ao seu estilo, estando contido nele) ou negativa ( sendo usado como oposição àquele determinado tipo de arte). Na verdade, não podemos nem sequer tipificar. Fazemos isso para fins didáticos e práticos, acredito eu.
Aonde eu quero chegar? Na verdade nem eu sei, to com sono, hahaha. Mas sinto em dizer que a tendência atual é não ter tendência alguma. As intenções encontram-se tão diluídas na sociedade, que acabam sendo praticamente singulares. Ninguém possui um ponto de vista igual ao meu. As influências que eu tive na minha vida, sejam subjetivas (sentimentais, memoriais, afetivas, sociais) ou objetivas (conhecimento, que por sinal, nunca será nem neutro nem impessoal, acabando por ser subjetivo também, de certo modo) acabam fazendo do meu pensamento estritamente singular. A arte contemporânea que o Allan tanto criticou não passa de um exemplo prático dessa visão única. Um dia, tive até que rir, vi no Museu do Olho um pote de vidro com molho de tomate dentro, quebrado, caído no chão e um esfregão e um balde do lado. Para mim aquilo não "é" arte, mas para as pessoas que compartilham da mesma gama mínima de signos que o autor da obra, aquilo é arte, pois elas conseguem entender o que foi externado.
Tudo é relativo,não depende só do ponto de partida para que se chegue a uma mesma linha de chegada. É claro, isso para pessoas não alienadas, mas não vou voltar ao manjado moto perpétuo.
Aonde eu quero chegar? Na verdade nem eu sei, to com sono, hahaha. Mas sinto em dizer que a tendência atual é não ter tendência alguma. As intenções encontram-se tão diluídas na sociedade, que acabam sendo praticamente singulares. Ninguém possui um ponto de vista igual ao meu. As influências que eu tive na minha vida, sejam subjetivas (sentimentais, memoriais, afetivas, sociais) ou objetivas (conhecimento, que por sinal, nunca será nem neutro nem impessoal, acabando por ser subjetivo também, de certo modo) acabam fazendo do meu pensamento estritamente singular. A arte contemporânea que o Allan tanto criticou não passa de um exemplo prático dessa visão única. Um dia, tive até que rir, vi no Museu do Olho um pote de vidro com molho de tomate dentro, quebrado, caído no chão e um esfregão e um balde do lado. Para mim aquilo não "é" arte, mas para as pessoas que compartilham da mesma gama mínima de signos que o autor da obra, aquilo é arte, pois elas conseguem entender o que foi externado.
Tudo é relativo,não depende só do ponto de partida para que se chegue a uma mesma linha de chegada. É claro, isso para pessoas não alienadas, mas não vou voltar ao manjado moto perpétuo.
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O Ler, o Pensar
A leitura não pode substituir o pensamento. A literatura está para o pensamento assim como o ato de comer está para a digestão e a assimilação. Quando a prática da leitura se orgulha de que, somente ela, por meio de suas descobertas, fez progredir o saber humano, é como se a boca quisesse se gabar por sustentar sozinha a existência do corpo.
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divagações
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Economia de Pau-a-Pique
A crise que todo mundo tanto temeu, pelo visto já passou. O Lula realmente não tava tão errado quanto à história da marolinha. Aliás, pra mim o governo foi impecável no tratamento dessa crise. Já imaginaram se eles tivessem assustado toda a população? A recessão econômica ia ser desastrosa. Ter fingido que tava tudo bem simplesmente fez como que nada acontecesse.
Percebem como a economia é relativa? A crise não é algo material, é algo imaginário. Toda a economia é. Só o fato de o presidente ter acalmado a população fez com que, apesar de os níveis de exportação baixassem, o mercado interno continuasse firme e forte. A economia não passa de uma convenção mundial.
Tem mais, ela é extremamente manipulável. Se um governo precisar de mais dinheiro, pode simplesmente emitir mais notas. Poderia pagar as dívidas internas, mas claro, teria sua moeda desvalorizada no resto do mundo. Agora, e se todas as moedas se desvalorizassem? E se todos os países emitissem mais notas na mesma proporção? O Valor de cada nota poderia diminuir, mas relativamente ao resto do mundo, ela valeria a mesma coisa! Isso mostra, por exemplo, que o ouro, que foi lastro por muito tempo, não tem preço!
Na natureza o arroba do ouro não tem preço fixo, tem o preço que nós estabelecemos. Aliás, o ouro é um metal como outro qualquer. Creio que ele tenha sido escolhido como moeda de troca pela dificuldade de encontrá-lo e da sua baixíssima reatividade. Mas eis que portugueses e espanhóis vêm pras Américas e descobrem que existem enormes reservas de ouro, prata e diamante por aqui. Resultado: eles são os novos “donos” do mundo. Percebam então que o ouro não é algo tão raro assim, provavelmente os Incas e os Astecas utilizassem outras coisas como moeda de troca, afinal, ouro era algo banal pra esses povos. Ou seja, o que tem o ouro de tão valioso?
Outra coisa que sempre me intrigou foi uma “crise mundial”. Pra mim, crise mundial não existe. Não dá pra todo mundo sair perdendo, o dinheiro não sai desse planeta. Tudo o que produzimos, consumimos e o dinheiro com que pagamos está aqui. Em toda crise há quem ganhe e há quem perca. Se todos perderem, no fim das contas deu na mesma, afinal economia é uma convenção, lembram? Outra coisa que também me intriga é quando dizem que é muito caro transformar água salgada em água potável. Caro? Caro vai ser a raça humana acabar por falta desse líquido incolor. Nada é caro quando se é necessário. Água é um exemplo de que a economia é falsa, é só a água acabar que o preço do aço das refinarias é subsidiado, a energia é divida, a mão de obra é qualificada e barateada, enfim, o processo todo se torna viável.
É por essas e outras que as ciências econômicas não me agradam. São muito frágeis, tudo é muito relativo, tudo é muito mutável e imprevisível. Frágil como as casa de pau-a-pique que só existem graças à ganância e desigualdade causadas pela própria Economia. Prefiro filosofia, algo que comparado a essa pseudociência - afinal, é tão aleatória quanto a astrologia - chega até mesmo a ser concreto.
Percebem como a economia é relativa? A crise não é algo material, é algo imaginário. Toda a economia é. Só o fato de o presidente ter acalmado a população fez com que, apesar de os níveis de exportação baixassem, o mercado interno continuasse firme e forte. A economia não passa de uma convenção mundial.
Tem mais, ela é extremamente manipulável. Se um governo precisar de mais dinheiro, pode simplesmente emitir mais notas. Poderia pagar as dívidas internas, mas claro, teria sua moeda desvalorizada no resto do mundo. Agora, e se todas as moedas se desvalorizassem? E se todos os países emitissem mais notas na mesma proporção? O Valor de cada nota poderia diminuir, mas relativamente ao resto do mundo, ela valeria a mesma coisa! Isso mostra, por exemplo, que o ouro, que foi lastro por muito tempo, não tem preço!
Na natureza o arroba do ouro não tem preço fixo, tem o preço que nós estabelecemos. Aliás, o ouro é um metal como outro qualquer. Creio que ele tenha sido escolhido como moeda de troca pela dificuldade de encontrá-lo e da sua baixíssima reatividade. Mas eis que portugueses e espanhóis vêm pras Américas e descobrem que existem enormes reservas de ouro, prata e diamante por aqui. Resultado: eles são os novos “donos” do mundo. Percebam então que o ouro não é algo tão raro assim, provavelmente os Incas e os Astecas utilizassem outras coisas como moeda de troca, afinal, ouro era algo banal pra esses povos. Ou seja, o que tem o ouro de tão valioso?
Outra coisa que sempre me intrigou foi uma “crise mundial”. Pra mim, crise mundial não existe. Não dá pra todo mundo sair perdendo, o dinheiro não sai desse planeta. Tudo o que produzimos, consumimos e o dinheiro com que pagamos está aqui. Em toda crise há quem ganhe e há quem perca. Se todos perderem, no fim das contas deu na mesma, afinal economia é uma convenção, lembram? Outra coisa que também me intriga é quando dizem que é muito caro transformar água salgada em água potável. Caro? Caro vai ser a raça humana acabar por falta desse líquido incolor. Nada é caro quando se é necessário. Água é um exemplo de que a economia é falsa, é só a água acabar que o preço do aço das refinarias é subsidiado, a energia é divida, a mão de obra é qualificada e barateada, enfim, o processo todo se torna viável.
É por essas e outras que as ciências econômicas não me agradam. São muito frágeis, tudo é muito relativo, tudo é muito mutável e imprevisível. Frágil como as casa de pau-a-pique que só existem graças à ganância e desigualdade causadas pela própria Economia. Prefiro filosofia, algo que comparado a essa pseudociência - afinal, é tão aleatória quanto a astrologia - chega até mesmo a ser concreto.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
São Pedro Limpa o Salão de Festas
E na festa, dança a moça que foge das poças,
Dança o índio agradecendo aos céus,
Dança, no filme, aquele idiota,
Dança o bolinho na panela da Bebel,
Dançam as gotas que escorrem do meu rosto ao meu peito.
Conclusão: na chuva, todos dançam de algum jeito.
Dança o índio agradecendo aos céus,
Dança, no filme, aquele idiota,
Dança o bolinho na panela da Bebel,
Dançam as gotas que escorrem do meu rosto ao meu peito.
Conclusão: na chuva, todos dançam de algum jeito.
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poesia
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Brincando de Ser Criativo
Hoje, vindo para casa, saquei uma bela coincidência, ou, pelo menos, consegui aquela inspiração. Ouvindo "Computadores Fazem Arte", de composição de Chico Science, e tendo o privilégio de poder ver blocos de nuvens se movendo em tempos diferentes com um fundo amarelo-alaranjado, divaguei sobre dois assuntos, meio que relacionados.
Primeiro, algo que tem a ver com o post do Allan sobre arte. A música, na versão que eu ouvia, tocada pelo Mundo Livre S/A, fala sobre como a tecnologia hoje faz todo o trabalho do homem preguiçoso, inclusive se metendo na arte. Com isso, "computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro". Além de os artistas, segundo Chico, pegarem carona nas inovações tecnológicas dos cientistas (vide Photoshop), eles se aproveitam dessa para delegarem todo o esforço da criação criativa para as máquinas. É claro que há exceções, caso, mesmo hoje em dia, das pessoas que se recusam a envolver a tecnologia de ponta em suas obras (como alguns arquitetos, que preferem a mão do que softwares de desenho), e caso das que utilizam as inovações, porém, mantendo a parte humana da criação artística.
O outro aspecto que observei, e que diz respeito às nuvens, é sobre criatividade. Como pode um ser vivo (nós) ver, num aglomerado de partículas de água condensada sendo carregado pelo ar em corrente, graças as mudanças de pressão e temperatura, algodão-doce, animais sinistros, pessoas queridas, entre outras imagens inusitadas (no meu caso, vi, hoje, pelo fundo meio amarelo, Zeus e alguns raios. Claro, relevem minha viagem, tendo em vista que tive quatro aulas de projeto arquitetônico hoje)? Estranho é pensar, também, em como certas pessoas "criam" necessidades através de obviedades, que antes passavam despercebidas, graças à criatividade e inovação. Não é óbvio que devemos usar lâminas para nos barbearmos, ou que a melhor solução para prender blocos de papel é o clips? Claro que esses conceitos de necessidade podem ser questionados (vide a internet, que, para muitos, temo eu, é caso de vida ou morte).
Agora, relacionando os dois, a criatividade, impulsionada por diversos motivos, cria obras artísticas magníficas, faz surgir inovações tecnológicas antes inimagináveis. Essas inovações são utilizadas das mais diversas maneiras, como, por exemplo, no auxílio do artista. Só que, como o ser humano é, por natureza, um animal, portanto, faz de tudo para sobreviver, muitas vezes a tecnologia é usada de maneira obtusa (boa, hein), como é o caso da bomba atômica, exemplo clássico do mau-uso do conhecimento.
Pronto! Viram como é fácil fazer uma relação entre dois acontecimentos totalmente desconectados entre si? É só ter um pouco de elasticidade e assistir algumas aulas de física seguidas por aulas de história.
Primeiro, algo que tem a ver com o post do Allan sobre arte. A música, na versão que eu ouvia, tocada pelo Mundo Livre S/A, fala sobre como a tecnologia hoje faz todo o trabalho do homem preguiçoso, inclusive se metendo na arte. Com isso, "computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro". Além de os artistas, segundo Chico, pegarem carona nas inovações tecnológicas dos cientistas (vide Photoshop), eles se aproveitam dessa para delegarem todo o esforço da criação criativa para as máquinas. É claro que há exceções, caso, mesmo hoje em dia, das pessoas que se recusam a envolver a tecnologia de ponta em suas obras (como alguns arquitetos, que preferem a mão do que softwares de desenho), e caso das que utilizam as inovações, porém, mantendo a parte humana da criação artística.
O outro aspecto que observei, e que diz respeito às nuvens, é sobre criatividade. Como pode um ser vivo (nós) ver, num aglomerado de partículas de água condensada sendo carregado pelo ar em corrente, graças as mudanças de pressão e temperatura, algodão-doce, animais sinistros, pessoas queridas, entre outras imagens inusitadas (no meu caso, vi, hoje, pelo fundo meio amarelo, Zeus e alguns raios. Claro, relevem minha viagem, tendo em vista que tive quatro aulas de projeto arquitetônico hoje)? Estranho é pensar, também, em como certas pessoas "criam" necessidades através de obviedades, que antes passavam despercebidas, graças à criatividade e inovação. Não é óbvio que devemos usar lâminas para nos barbearmos, ou que a melhor solução para prender blocos de papel é o clips? Claro que esses conceitos de necessidade podem ser questionados (vide a internet, que, para muitos, temo eu, é caso de vida ou morte).
Agora, relacionando os dois, a criatividade, impulsionada por diversos motivos, cria obras artísticas magníficas, faz surgir inovações tecnológicas antes inimagináveis. Essas inovações são utilizadas das mais diversas maneiras, como, por exemplo, no auxílio do artista. Só que, como o ser humano é, por natureza, um animal, portanto, faz de tudo para sobreviver, muitas vezes a tecnologia é usada de maneira obtusa (boa, hein), como é o caso da bomba atômica, exemplo clássico do mau-uso do conhecimento.
Pronto! Viram como é fácil fazer uma relação entre dois acontecimentos totalmente desconectados entre si? É só ter um pouco de elasticidade e assistir algumas aulas de física seguidas por aulas de história.
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domingo, 25 de outubro de 2009
A "Arte" de Enganar
A arte não existe mais faz tempo. Sempre achei muito engraçado esse negócio de arte contemporânea. Sabe aqueles quadros que se resumem a rabiscos e que, de acordo com o autor e os críticos metidos a besta, são “expressões mais profundas da alma”? Então, acho a maior besteira.
Arte pra mim tem 3 matrizes, 3 alicerces que sem eles ela é dispensável. Tem que ter emoção, criatividade e qualidade técnica. O primeiro é simples, o segundo já não é pra todo mundo e o terceiro sozinho também não é grande coisa. Agora conseguir unir os três, ah, isso é pra poucos.
E olha que eu nem sou daqueles radicais que só idolatra do séc. XIX pra baixo. Adoro obras do Picasso, do Van Gogh, até da Tarsila do Amaral. Essas obras não são meras “expressões mais profundas da alma”, são isso e muito mais. Um quadro de Picasso pode não ter a qualidade técnica convencional de um Leonardo Da Vinci, mas a perspectiva dele é única, utilizar formas geométricas pra representar os outros é genial na minha humilde opinião. Van Gogh então é mágico. Ele consegue exprimir seus sentimentos, expressar o que ele vê, o que sente, mas mesmo assim utiliza uma fusão expressionismo-impressionismo característica dele impecavelmente.
Agora peguem um Duchamp, por exemplo. Pra mim aquilo é a maior enganação. Tudo bem, é uma expressão raivosa e desesperada do pós-guerra, mas será que não dava pra ser melhorzinho não? E isso não acontece só na pintura, na música é ainda mais visível. Por exemplo, o Sex Pistols, uma banda punk. Aquela coisa baseada em 3 acordes, baixo de 3 notas e bateria manjada. Mas era música de protesto, tinha a parte emocional. Agora é desonesto comparar Sex Pistols com Chico Buarque, por exemplo. Chico também fazia música de protesto, mas era com classe, com talento. Não era um mero vômito de revolta.
Esses artistas são tão fracos que esses dias mesmo pegaram um elefante e o colocaram em frente a uma tela com baldes de tinta ao seu redor. Os quadros depois foram pra uma exposição em NY. O resultado? O tal pintor desconhecido foi enaltecido por todos, até comparado com um desses “gênios” da pintura moderna. Ou seja, um elefante pode fazer o mesmo trabalho, se não melhor, que qualquer um desses pseudo-artistas.
Talvez eu esteja sendo preconceituoso. Talvez eu esteja errado, assim como Monteiro Lobato estava quando avaliou a exposição da Anita Malfati, pintora modernista. Talvez daqui uns 20 anos eu desminta tudo isso, mas enquanto isso não acontece, continuo achando tudo isso uma grande idiotice.
Arte pra mim tem 3 matrizes, 3 alicerces que sem eles ela é dispensável. Tem que ter emoção, criatividade e qualidade técnica. O primeiro é simples, o segundo já não é pra todo mundo e o terceiro sozinho também não é grande coisa. Agora conseguir unir os três, ah, isso é pra poucos.
E olha que eu nem sou daqueles radicais que só idolatra do séc. XIX pra baixo. Adoro obras do Picasso, do Van Gogh, até da Tarsila do Amaral. Essas obras não são meras “expressões mais profundas da alma”, são isso e muito mais. Um quadro de Picasso pode não ter a qualidade técnica convencional de um Leonardo Da Vinci, mas a perspectiva dele é única, utilizar formas geométricas pra representar os outros é genial na minha humilde opinião. Van Gogh então é mágico. Ele consegue exprimir seus sentimentos, expressar o que ele vê, o que sente, mas mesmo assim utiliza uma fusão expressionismo-impressionismo característica dele impecavelmente.
Agora peguem um Duchamp, por exemplo. Pra mim aquilo é a maior enganação. Tudo bem, é uma expressão raivosa e desesperada do pós-guerra, mas será que não dava pra ser melhorzinho não? E isso não acontece só na pintura, na música é ainda mais visível. Por exemplo, o Sex Pistols, uma banda punk. Aquela coisa baseada em 3 acordes, baixo de 3 notas e bateria manjada. Mas era música de protesto, tinha a parte emocional. Agora é desonesto comparar Sex Pistols com Chico Buarque, por exemplo. Chico também fazia música de protesto, mas era com classe, com talento. Não era um mero vômito de revolta.
Esses artistas são tão fracos que esses dias mesmo pegaram um elefante e o colocaram em frente a uma tela com baldes de tinta ao seu redor. Os quadros depois foram pra uma exposição em NY. O resultado? O tal pintor desconhecido foi enaltecido por todos, até comparado com um desses “gênios” da pintura moderna. Ou seja, um elefante pode fazer o mesmo trabalho, se não melhor, que qualquer um desses pseudo-artistas.
Talvez eu esteja sendo preconceituoso. Talvez eu esteja errado, assim como Monteiro Lobato estava quando avaliou a exposição da Anita Malfati, pintora modernista. Talvez daqui uns 20 anos eu desminta tudo isso, mas enquanto isso não acontece, continuo achando tudo isso uma grande idiotice.
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