Aqui fica
A minha indignação,
Maldito seja
O horário de verão!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Black or White
É, pessoas, somos realmente afetados pela lógica moderna. Estamos sempre naquele maniqueísmo contínuo, pensando e classificando as coisas, acreditando piamente no dualismo do mundo. Por que cargas d'água não pode existir um terceiro caminho? Quem não é bom, é mau; é doce ou salgado; em cima ou em baixo. Por que não podemos pairar em um meio termo? Sempre precisamos ter opinião sobre tudo? Confesso que sei amar os dois lados da moeda, de maneira igual. Queria flutuar entre as opções, marcar um "A,5" no gabarito. O que o ensino não só brasileiro, mas o ensino moderno, a educação pós-Revolução Francesa faz é nos ensinar a pensar que tudo é científico, mensurável, conhecível e sólido, que existem poucas opções. No meio acadêmico nos cobram a terceira via, como se fala na nova sociologia, um "caminho nunca antes explorado" , parafraseando meu pai. NÃO EXISTEM ESTEREÓTIPOS, classes, modelos prontos e prévios. Fazemos uso deles de maneira abstrata, mas eles não existem na realidade, são somente criações práticas de um ser humano falho e simplista.
Cada um adiciona a um enunciado que ouve, por exemplo, suas próprias percepções. Pensar que um grupo de pessoas possa ter sido submetido às mesmíssimas influências durante a vida, de modo a perceber aquilo que ouviram de maneira igual e semelhante ao o que o orador quis passar é extremamente pretensioso. Não ouso afirmar, pois até mesmo a verdade é relativa. Se todos não fossem conformados com esse maniqueísmo eterno, não teríamos tantos conflitos armados, tantas chantagens políticas, discussões desnecessárias, inflexionismo de opinião. Talvez seja disso que o mundo precisa mais : uma pitada de incerteza, meio termo. Menos orgulho e preensão, mais humildade e maiêutica.
Cada um adiciona a um enunciado que ouve, por exemplo, suas próprias percepções. Pensar que um grupo de pessoas possa ter sido submetido às mesmíssimas influências durante a vida, de modo a perceber aquilo que ouviram de maneira igual e semelhante ao o que o orador quis passar é extremamente pretensioso. Não ouso afirmar, pois até mesmo a verdade é relativa. Se todos não fossem conformados com esse maniqueísmo eterno, não teríamos tantos conflitos armados, tantas chantagens políticas, discussões desnecessárias, inflexionismo de opinião. Talvez seja disso que o mundo precisa mais : uma pitada de incerteza, meio termo. Menos orgulho e preensão, mais humildade e maiêutica.
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divagações
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Cabra da Peste
Ao ouvir de um colega meu da faculdade que eu "queria ser nordestino", tive a oportunidade de refletir sobre essa minha atração aparente pelo povo da região pioneira da colonização de nosso país. Acabei por concluir que deveríamos valorizar e entender mais ainda daquela área. Por partes.
Meu amigo fez essa ressalva ao me ouvir cantando Chico Science e a Nação Zumbi com o sotaque próprio deles, o recifense. Por ser atraído pelas artes cênicas (porém, sem muito talento, confesso), tento sempre ser fiel ao original e imitar de maneira sempre coerente. Daí a minha "vontade de ser nordestino", segundo João, meu colega. Acontece que fui atraído pela música da banda, principalmente, pela mistura entre a percussão marcante do Maracatu (tenho enorme afinidade por percussão, em geral, mas falo sobre isso outra hora) e o som de guitarras ora distorcidas ora carregadas de peso. Também grandes expositores de uma parte intrigante do nordeste eram os Raimundos em início de carreira. Músicas, às vezes besteirentas, outras vezes exageradas, conseguiam explicitar situações tipicamente nordestinas (também com sotaques).
Outro aspecto meu que me fez atraído pela região nordeste brasileira foi o meu contato extremamente impactante com a obra de João Guimarães Rosa "Grande Sertão: Veredas". Confesso que não tenho a envergadura moral necessária para absorver satisfatoriamente o romance (detalhe: ninguém tem), porém, tenho a convicção, adquirida empiricamente, de que esse livro é, e, com certeza, será por muito tempo o mais grandioso romance de nossa literatura tupiniquim. Ao o ler, fui transportado para o universo sertanejo do norte de Minas (ah, não é no nordeste, mas é um expoente, também, do interior do nordeste) e me senti parte das andanças de jagunços e capatazes pelos matos e semi-desertos de nosso país. Daí vem muito de meu conhecimento sobre o sertão e a personalidade do sertanejo, simples, mas, indiscutivelmente, universal e o mais humano possível.
Era de se esperar que eu demonstrasse, nem que seja um pouco, de afeição pela região nordestina e pelo povo de lá proveniente, seja ele um músico e compositor genial (que visava se organizar para desorganizar) ou um autor de incomparável talento narrativo (que, como pouquíssimos, conseguiu expor a natureza humana e seus sentimentos mais primordiais). Só me falta correr atrás de mais exemplos da magnífica cultura nacional que germina duma das áreas mais brasileiras e não-globalizadas (no sentido de ter uma identidade ainda bem preservada e intocada) de nosso Brasil velho de guerra. Realmente, o nordeste É o Brasil.
Outro aspecto meu que me fez atraído pela região nordeste brasileira foi o meu contato extremamente impactante com a obra de João Guimarães Rosa "Grande Sertão: Veredas". Confesso que não tenho a envergadura moral necessária para absorver satisfatoriamente o romance (detalhe: ninguém tem), porém, tenho a convicção, adquirida empiricamente, de que esse livro é, e, com certeza, será por muito tempo o mais grandioso romance de nossa literatura tupiniquim. Ao o ler, fui transportado para o universo sertanejo do norte de Minas (ah, não é no nordeste, mas é um expoente, também, do interior do nordeste) e me senti parte das andanças de jagunços e capatazes pelos matos e semi-desertos de nosso país. Daí vem muito de meu conhecimento sobre o sertão e a personalidade do sertanejo, simples, mas, indiscutivelmente, universal e o mais humano possível.
Era de se esperar que eu demonstrasse, nem que seja um pouco, de afeição pela região nordestina e pelo povo de lá proveniente, seja ele um músico e compositor genial (que visava se organizar para desorganizar) ou um autor de incomparável talento narrativo (que, como pouquíssimos, conseguiu expor a natureza humana e seus sentimentos mais primordiais). Só me falta correr atrás de mais exemplos da magnífica cultura nacional que germina duma das áreas mais brasileiras e não-globalizadas (no sentido de ter uma identidade ainda bem preservada e intocada) de nosso Brasil velho de guerra. Realmente, o nordeste É o Brasil.
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Less a "Brick in the Wall"
Ontem, dia 9 de Novembro de 2009, comemorou-se os 20 anos da queda de um marco, de um dos maiores símbolos da “Era dos Extremos”: o Muro de Berlim.
Pra quem não se lembra da História, ao terminar a II Guerra Mundial, a Alemanha nazista, derrotada, foi dividida como uma pizza entre as nações Aliadas. A capital Berlim também foi dividida, apesar de se encontrar inteiramente em território soviético. Após algum tempo iniciou-se a bipolarização EUA-URSS que marcou a Guerra Fria e a França e a Inglaterra cederam suas partes ao aliado capitalista dividindo a Alemanha em duas: a Ocidental (República Federal da Alemanha) e a Oriental (República Democrática Alemã). O mesmo ocorreu com Berlim, que também ficou divida em Oriental e Ocidental. Devido à “tentação do capitalismo” o fluxo de pessoas saindo de Berlim Oriental e indo para a Ocidental era muito grande, o que levou o governo Soviético a erguer na madrugada do dia 13 de Agosto de 61 o muro de Berlim dividindo famílias e amigos por quase 40 anos. É sempre bom lembrar que era impossível a passagem da RDA para a RFA pela fronteira comum graças à “Cortina de Ferro” assegurada pelo “Pacto de Varsóvia”, portanto Berlim Ocidental era o cano de escape do Leste Europeu para o mundo ocidental.
Mas uma coisa que me entristece é chegar em casa e me deparar com uma Veja que traz como nota de rodapé: “a derrocada do comunismo abriu caminho para a maior expansão do progresso social e material da história”. É muito triste alguém ainda ver isso como algo bom. O que me alegra a ponto de comemorar essa efeméride é a vitória da liberdade de expressão, da Democracia, da união de um povo segregado por caprichos políticos e não a vitória de um sistema que se baseia na existência da pobreza para se sustentar nem na derrocada de outro sistema que impede a expressão do ser e ainda por cima se afirma revolucionário. Isso é o sujo falando do mal-lavado.
Bem, para relembrar e comemorar esse fato histórico deixo aqui duas músicas que simbolizaram essa união: “Another Brick in the Wall” do Pink Floyd sendo interpretada pelo Roger Waters em carreria solo com participação especial de Cyndi Lauper, show comemorativo da queda do muro – o show inteiro é muito legal, eles constroem um muro no palco e no fim o destroem - e “Wind of Change” do Scorpions, a mais famosa banda Alemã de todos os tempos cantando um de seus grandes sucessos que foi feito em homenagem à essa reunião do povo alemão. Divirtam-se!
Pra quem não se lembra da História, ao terminar a II Guerra Mundial, a Alemanha nazista, derrotada, foi dividida como uma pizza entre as nações Aliadas. A capital Berlim também foi dividida, apesar de se encontrar inteiramente em território soviético. Após algum tempo iniciou-se a bipolarização EUA-URSS que marcou a Guerra Fria e a França e a Inglaterra cederam suas partes ao aliado capitalista dividindo a Alemanha em duas: a Ocidental (República Federal da Alemanha) e a Oriental (República Democrática Alemã). O mesmo ocorreu com Berlim, que também ficou divida em Oriental e Ocidental. Devido à “tentação do capitalismo” o fluxo de pessoas saindo de Berlim Oriental e indo para a Ocidental era muito grande, o que levou o governo Soviético a erguer na madrugada do dia 13 de Agosto de 61 o muro de Berlim dividindo famílias e amigos por quase 40 anos. É sempre bom lembrar que era impossível a passagem da RDA para a RFA pela fronteira comum graças à “Cortina de Ferro” assegurada pelo “Pacto de Varsóvia”, portanto Berlim Ocidental era o cano de escape do Leste Europeu para o mundo ocidental.
Mas uma coisa que me entristece é chegar em casa e me deparar com uma Veja que traz como nota de rodapé: “a derrocada do comunismo abriu caminho para a maior expansão do progresso social e material da história”. É muito triste alguém ainda ver isso como algo bom. O que me alegra a ponto de comemorar essa efeméride é a vitória da liberdade de expressão, da Democracia, da união de um povo segregado por caprichos políticos e não a vitória de um sistema que se baseia na existência da pobreza para se sustentar nem na derrocada de outro sistema que impede a expressão do ser e ainda por cima se afirma revolucionário. Isso é o sujo falando do mal-lavado.
Bem, para relembrar e comemorar esse fato histórico deixo aqui duas músicas que simbolizaram essa união: “Another Brick in the Wall” do Pink Floyd sendo interpretada pelo Roger Waters em carreria solo com participação especial de Cyndi Lauper, show comemorativo da queda do muro – o show inteiro é muito legal, eles constroem um muro no palco e no fim o destroem - e “Wind of Change” do Scorpions, a mais famosa banda Alemã de todos os tempos cantando um de seus grandes sucessos que foi feito em homenagem à essa reunião do povo alemão. Divirtam-se!
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política
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Hoy te Dedico, Mis Mejores Pregones
Cá estou eu escrevendo sobre um estilo de música totalmente diferente do costume brasileiro. Numa noite em Nova York, decidiu-se misturar Mambo, Rumba, Jazz, Merengue. Era a Salsa sendo apresentada pela voz de Hector Lavoe, o maior nome desse estilo musical. Com a combinação dos estridentes do trompete, do sax e da percussão que impede você de ficar parado, a Salsa juntava a irreverência latina com um som de batida única. Vou tentar utilizar o maravilhoso estilo de escrever do Jamil, pois realmente acho improvável que ele escreva sobre uma salsa.
Em “Hoy te dedico, mis mejores pregones”, por exemplo, ele utiliza instrumentos de sopro que misturam-se com a harmonia de violinos, tocando o puro da salsa. Assim entra a voz única de Lavoe, conseguindo atear mais a sensação de uma boa música. Os pianos juntam-se à percussão e levam tanto mente e corpo para uma dança, uma viagem, os vocais de fundo dizem a essência dessa canção. A alma do cantor na música.
Afinal, o que é o cantor senão o porta voz do turbilhão da mente, do coração, da raiva. A voz, um dom, uma marca registrada? Pena que, como muitos dos grandes cantores, Hector Lavoe caiu nas drogas e morreu de AIDS. Porém, deixou bem imortalizado um ritmo que representa o Latino-Americano, ninguém fica parado.
Para quem quiser saber a história de Hector, assista ao filme “El Cantante” disponível no link em inglês e com legenda em espanhol.
Eu, Robô
Não, essa não vai ser uma resenha cinematográfica - apesar de eu gostar bastante desse filme - como a do meu último texto. É sobre mim - bem como sobre toda a humanidade. Sim, não sou nenhum pouquinho pretensioso sequer.
Eu, você, nós. Nada mais que ciborgues com músculos no lugar de engrenagens, neurônios no lugar de nanochips e um super HD chamado cérebro. Não sou psicólogo nem médico - no máximo um aspirante a filósofo -, mas isso já basta pra eu admirar a grandeza desse último. O que somos, o que pensamos, o que dizemos. Tudo não passa de um conjunto de reações químico-biológicas. Raiva, amor, tristeza, felicidade não passam de uma combinação entre hormônios e impulsos elétricos. Pessoas inteligentes, burras, boas, más, incríveis e monótonas são todas anatomicamente iguais. Isso me leva a uma conclusão: as ciências humanas não existem. Longe de mim repudiar as humanidades, afinal, é por esse caminho que vou seguir na minha vida acadêmica, mas que elas são superficiais e frágeis, isso são. O que é o pensamento? A índole? A consciência? O ego? Ninguém sabe ao certo. E não é justamente isso o que estuda a Psicologia, a Sociologia, a Antropologia? Então...
O que me levou a todas essas conjecturas? Ontem comprei a Superinteressante desse mês. A capa expunha comprimidos recheados de cérebros em cima da chamada: "A pílula da inteligência". Pronto, estava feito o estrago. Milhares de conexões e estímulos passaram pela minha massa cinzenta e o resultado vocês estão lendo agora. Esse mote se associou a uma aula de filosofia pras discursivas da federal que tive semana passada em que ouvi que Descartes considerava o corpo uma máquina. Taquei tudo nesse liquidifador encefálico que carrego sobre o pescoço e voilà, um texto denso e relativamente enorme pros meus padrões.
Enfim, a percepção desse fato - do que não passamos de um amontoado de células e afins - me leva a duas conclusões: uma é de que as "drogas da felicidade" presentes no filme do Spielberg, "Minority Report", e na obra-prima de Aldous Huxley - que ainda pretendo ler na íntegra, com tempo e atenção - "Admirável Mundo Novo", são possíveis e não passam de uma questão de tempo; a outra é de que se por dentro somos todos iguais, provavelmente haja algo maior por trás dessas nossas carcaças. Alma consciência, espírito, saber, vida. Chame como quiser. Só espero viver até descobrirem o que é realmente. Espero viver, se é que ao beirar meus 100 anos a morte já não seja algo opcional, porque do jeito que estamos indo, não duvido mais que a imortalidade seja algo alcançável.
Eu, você, nós. Nada mais que ciborgues com músculos no lugar de engrenagens, neurônios no lugar de nanochips e um super HD chamado cérebro. Não sou psicólogo nem médico - no máximo um aspirante a filósofo -, mas isso já basta pra eu admirar a grandeza desse último. O que somos, o que pensamos, o que dizemos. Tudo não passa de um conjunto de reações químico-biológicas. Raiva, amor, tristeza, felicidade não passam de uma combinação entre hormônios e impulsos elétricos. Pessoas inteligentes, burras, boas, más, incríveis e monótonas são todas anatomicamente iguais. Isso me leva a uma conclusão: as ciências humanas não existem. Longe de mim repudiar as humanidades, afinal, é por esse caminho que vou seguir na minha vida acadêmica, mas que elas são superficiais e frágeis, isso são. O que é o pensamento? A índole? A consciência? O ego? Ninguém sabe ao certo. E não é justamente isso o que estuda a Psicologia, a Sociologia, a Antropologia? Então...
O que me levou a todas essas conjecturas? Ontem comprei a Superinteressante desse mês. A capa expunha comprimidos recheados de cérebros em cima da chamada: "A pílula da inteligência". Pronto, estava feito o estrago. Milhares de conexões e estímulos passaram pela minha massa cinzenta e o resultado vocês estão lendo agora. Esse mote se associou a uma aula de filosofia pras discursivas da federal que tive semana passada em que ouvi que Descartes considerava o corpo uma máquina. Taquei tudo nesse liquidifador encefálico que carrego sobre o pescoço e voilà, um texto denso e relativamente enorme pros meus padrões.
Enfim, a percepção desse fato - do que não passamos de um amontoado de células e afins - me leva a duas conclusões: uma é de que as "drogas da felicidade" presentes no filme do Spielberg, "Minority Report", e na obra-prima de Aldous Huxley - que ainda pretendo ler na íntegra, com tempo e atenção - "Admirável Mundo Novo", são possíveis e não passam de uma questão de tempo; a outra é de que se por dentro somos todos iguais, provavelmente haja algo maior por trás dessas nossas carcaças. Alma consciência, espírito, saber, vida. Chame como quiser. Só espero viver até descobrirem o que é realmente. Espero viver, se é que ao beirar meus 100 anos a morte já não seja algo opcional, porque do jeito que estamos indo, não duvido mais que a imortalidade seja algo alcançável.
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domingo, 8 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
De Pop e Rock, Toda Música Tem um Toque
Gabba gabba hey
Hey mamma, said the way you move, gonna make you
Are my sunshine, my only
Yooou can make all this world seems right
About now, the funk soul
Man, I'm a soul man,
I'm feeling like a woman
No cry, nooo, woman no cry
Me a river, cry me a river
Rolling, rolling, rolling down the
Watchtower, princes kept the view, while all
My loving, I will send to you
Shook me all night long
Way to the top, if you wanna
Rock! I Wanna Rock
You like a hurricane, here I
Like it, Ahan ahan, that's the way
Talk this way, walk this
Love? That I'm feeling? Is this the love
Only love, can bring back your love someday
We'll know if love can move a mountain, someday we'll know
It's only Rock'n'Roll, but I like it. ;D
Hey mamma, said the way you move, gonna make you
Are my sunshine, my only
Yooou can make all this world seems right
About now, the funk soul
Man, I'm a soul man,
I'm feeling like a woman
No cry, nooo, woman no cry
Me a river, cry me a river
Rolling, rolling, rolling down the
Watchtower, princes kept the view, while all
My loving, I will send to you
Shook me all night long
Way to the top, if you wanna
Rock! I Wanna Rock
You like a hurricane, here I
Like it, Ahan ahan, that's the way
Talk this way, walk this
Love? That I'm feeling? Is this the love
Only love, can bring back your love someday
We'll know if love can move a mountain, someday we'll know
It's only Rock'n'Roll, but I like it. ;D
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
"Quem Vigia os Vigilantes?"
“Watchmen” – Zack Snyder (graphic novel original de Alan Moore)
Pra mim, existem dois tipos de filme: os “blockbusters” - aqueles filmes que custam milhões e rendem bilhões já no primeiro dia de bilheteria, que tem finais felizes e previsíveis com um desenvolvimento regado a muita morte, sangue, briga e romance – e os “cult” – aqueles que não tem começo nem fim, filmes de alta densidade filosófica, tipicamente europeus, que ninguém assiste e quem assiste não gosta, só aqueles pseudointelecutais que andam de boina e gola olímpica em pleno verão. Ambas essas vertentes têm suas obras primas, porém são poucos os filmes que conseguem unir os dois com maestria. Watchmen, definitivamente é um deles.
O filme é uma adaptação dos Quadrinhos homônimos da DC Comics, porém de acordo com os fãs da série é extremamente fiel ao original, apesar de algumas mudanças no enredo. A história se passa num mundo onde super-herois existem e são algo trivial. O fato de eles exisitrem – e serem em sua quase totalidade estadunidenses – causam um desequilíbrio geopolítico no mundo. Os aliados vencem a 2ª Guerra Mundial com folga, graças aos “Minutemen”, uma espécie de Liga da Justiça dos anos 40. Esse fato se torna relevante nos anos 60 quando, com a ajuda do Dr. Manhattan – um físico nuclear que sofreu um acidente em laboratório que o tornou um espécie de semideus, tendo poder absoluto sobre a matéria e compreensão total do tempo que o cerca –, os EUA saem vitoriosos do Vietnã. Isso faz com que o caso Watergate nunca seja descoberto, a popularidade de Nixon vá às alturas sendo reeleito diversas vezes e, portanto o movimento hippie perca considerável força. É nesse ambiente de “desequilíbrio de forças” que é criado o grupo “Vigilantes”, contando com o ex-minuteman, o Comedian – um sádico, irônico e sarcástico anti-heroi que representa de maneira parodiada a sociedade que o cerca –, Silk Spectre II – filha da 1ª Silk Spectre, participante dos Minutemen -, o Nite Owl II – uma espécie de Batman mais fraco e mais Nerd que deu continuidade ao trabalho do Nite Owl original, um ex-policial que participou do gurpo de 1940 –, Dr. Manhattan, Ozzymandias – tido como o homem mais inteligente do mundo, sua mente é brilhante ao ponto de calcular a trajetória e tempo de uma bala atirada contra ele e conseguir segurá-la com as mãos – e por fim Rorschach – o mais intrigante personagem da série, com um nome em homenagem ao teste de Rorschach, um filho de prostituta, conturbado e extremamente moralista, um psicopata às avessas que procura sempre a justiça mesmo que isso implique em mortes e roubos.
Em 1977, é sancionada a lei Keene, implantada em resposta à greve da polícia e à revolta da população contra os vigilantes, que agiam acima da lei. Com isso, ou os Vigilantes se registravam no governo – como fez o Comediante e o Dr. Manhattan -, ou se aposentavam – como fez a Silk Spectre e o Nite Owl, que se mantiveram na surdina, e o Ozzymandias, que revelou sua identidade e se tornou o megamilhonáro Adrian Veidt. Em 1985, data em que se passa o filme, o Comedian é assassinado e então começa a trama.
O filme é genial por diversos aspectos. Ele principalmente cria um conflito mental sobre o que é o certo e errado. Apresenta sacrifícios em prol de algo maior, mostra atitudes imorais pela justiça, mostra a sociedade como ela é. Torna o bem, o mal, o certo e o errado relativos. Além disso, parodia os HQs clássicos como quando o vilão – que eu não vou revelar quem é, se é que podemos chamá-lo desse jeito - diz “Vocês acham que eu sou um desses vilões de história em quadrinho? Já ativei meu plano há 35 minutos” e parodia também a sociedade americana como no diálogo entre um jornalista e seu chefe “-Parece que o Reagan vai se candidatar à presidência . – Eu quero notícias plausíveis, você acha mesmo que elegeríamos um cowboy pra presidente?”. A trilha sonora é ótima, tendo várias músicas de época incluindo "Hallelujah" de Jeff Beckley e "All Along the Watchtower" na versão do Hendrix. O filme também mostra um outro lado da convivência com super-herois. Os protestos das pessoas comuns contra a sua onipotência, as greves das forças policiais que se sentiam inutilizadas graças ao trabalho deles, etc. O post já está longo e se eu fosse descrever tudo do filme com minnúscia precisaria de um outro livro.
Enfim, é uma obra-prima dentre tantos HQs que se tornaram filmes. O diretor Zack Snyder foi o mesmo que trouxe às telonas “300”, e manteve até mesmo alguns quadrinhos como storyboard da produção. Para um fã de distopias, ficção científica e quadrinhos com conteúdo, como eu, esse filme é um prato cheio. Cheio de humor, ironia, sexo, sangue, violência e conjecturas filosóficas. Extremamente recomendado.
Pra mim, existem dois tipos de filme: os “blockbusters” - aqueles filmes que custam milhões e rendem bilhões já no primeiro dia de bilheteria, que tem finais felizes e previsíveis com um desenvolvimento regado a muita morte, sangue, briga e romance – e os “cult” – aqueles que não tem começo nem fim, filmes de alta densidade filosófica, tipicamente europeus, que ninguém assiste e quem assiste não gosta, só aqueles pseudointelecutais que andam de boina e gola olímpica em pleno verão. Ambas essas vertentes têm suas obras primas, porém são poucos os filmes que conseguem unir os dois com maestria. Watchmen, definitivamente é um deles.
O filme é uma adaptação dos Quadrinhos homônimos da DC Comics, porém de acordo com os fãs da série é extremamente fiel ao original, apesar de algumas mudanças no enredo. A história se passa num mundo onde super-herois existem e são algo trivial. O fato de eles exisitrem – e serem em sua quase totalidade estadunidenses – causam um desequilíbrio geopolítico no mundo. Os aliados vencem a 2ª Guerra Mundial com folga, graças aos “Minutemen”, uma espécie de Liga da Justiça dos anos 40. Esse fato se torna relevante nos anos 60 quando, com a ajuda do Dr. Manhattan – um físico nuclear que sofreu um acidente em laboratório que o tornou um espécie de semideus, tendo poder absoluto sobre a matéria e compreensão total do tempo que o cerca –, os EUA saem vitoriosos do Vietnã. Isso faz com que o caso Watergate nunca seja descoberto, a popularidade de Nixon vá às alturas sendo reeleito diversas vezes e, portanto o movimento hippie perca considerável força. É nesse ambiente de “desequilíbrio de forças” que é criado o grupo “Vigilantes”, contando com o ex-minuteman, o Comedian – um sádico, irônico e sarcástico anti-heroi que representa de maneira parodiada a sociedade que o cerca –, Silk Spectre II – filha da 1ª Silk Spectre, participante dos Minutemen -, o Nite Owl II – uma espécie de Batman mais fraco e mais Nerd que deu continuidade ao trabalho do Nite Owl original, um ex-policial que participou do gurpo de 1940 –, Dr. Manhattan, Ozzymandias – tido como o homem mais inteligente do mundo, sua mente é brilhante ao ponto de calcular a trajetória e tempo de uma bala atirada contra ele e conseguir segurá-la com as mãos – e por fim Rorschach – o mais intrigante personagem da série, com um nome em homenagem ao teste de Rorschach, um filho de prostituta, conturbado e extremamente moralista, um psicopata às avessas que procura sempre a justiça mesmo que isso implique em mortes e roubos.
Em 1977, é sancionada a lei Keene, implantada em resposta à greve da polícia e à revolta da população contra os vigilantes, que agiam acima da lei. Com isso, ou os Vigilantes se registravam no governo – como fez o Comediante e o Dr. Manhattan -, ou se aposentavam – como fez a Silk Spectre e o Nite Owl, que se mantiveram na surdina, e o Ozzymandias, que revelou sua identidade e se tornou o megamilhonáro Adrian Veidt. Em 1985, data em que se passa o filme, o Comedian é assassinado e então começa a trama.
O filme é genial por diversos aspectos. Ele principalmente cria um conflito mental sobre o que é o certo e errado. Apresenta sacrifícios em prol de algo maior, mostra atitudes imorais pela justiça, mostra a sociedade como ela é. Torna o bem, o mal, o certo e o errado relativos. Além disso, parodia os HQs clássicos como quando o vilão – que eu não vou revelar quem é, se é que podemos chamá-lo desse jeito - diz “Vocês acham que eu sou um desses vilões de história em quadrinho? Já ativei meu plano há 35 minutos” e parodia também a sociedade americana como no diálogo entre um jornalista e seu chefe “-Parece que o Reagan vai se candidatar à presidência . – Eu quero notícias plausíveis, você acha mesmo que elegeríamos um cowboy pra presidente?”. A trilha sonora é ótima, tendo várias músicas de época incluindo "Hallelujah" de Jeff Beckley e "All Along the Watchtower" na versão do Hendrix. O filme também mostra um outro lado da convivência com super-herois. Os protestos das pessoas comuns contra a sua onipotência, as greves das forças policiais que se sentiam inutilizadas graças ao trabalho deles, etc. O post já está longo e se eu fosse descrever tudo do filme com minnúscia precisaria de um outro livro.
Enfim, é uma obra-prima dentre tantos HQs que se tornaram filmes. O diretor Zack Snyder foi o mesmo que trouxe às telonas “300”, e manteve até mesmo alguns quadrinhos como storyboard da produção. Para um fã de distopias, ficção científica e quadrinhos com conteúdo, como eu, esse filme é um prato cheio. Cheio de humor, ironia, sexo, sangue, violência e conjecturas filosóficas. Extremamente recomendado.
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