Hoje tive um momento epifânico: lá estava eu no dentista. A aula tinha sido uma tempestade cerebral, informações novas e infindáveis; a chapa em que eu votei perdeu; o PDU (um partido que eu particularmente acho ridículo, a direita da faculdade, só querem saber de festa com as moças da noite da PUC e churrasco) tinha ganhado as eleições do centro acadêmico, e não parava de berrar no andar logo abaixo; a banquinha de churros estava fechada; o sol estava saindo. Imaginem o meu humor: péssimo. Na sala de espera, ao invés de pegar uma CARAS para ler, fui de gibi da Mônica. A única revista saudável ao intelecto lá era uma ISTO É antiquíssima, mofando no cantinho da mesa, na capa, tinha o titanic afundando.
Olhei para o meu lado, todo mundo vendo um programa bobinho de culinária na TV. Ai que eu notei: quase ninguém hoje quer passar o tempo pensando. As pessoas buscam cada vez mais analgésicos mentais para a rotina cinza e fria que o sistema nos impõe. O culpado? Nós mesmos. A maioria não se mostra descontente com isso. O mínimo fora do comum, idéias novas, já é o suficiente. Somos conformados a um padrão contínuo. O resultado? Uma sociedade planificada culturalmente. Uma personalidade de massas. Pessoas previsíveis. O diferente é visto como suspeito. A inércia se torna dominante nos dias cheios e corridos da maioria, que não tem mais tempo para simplesmente parar e pensar. Essa crueldade se torna obrigatória. Se não nos submetermos a maçante rotina do trabalho, o que irá nos sustentar? Talvez esse seja um dos maiores defeitos do sistema, não só capitalista, mas a ditadura cultural em que estamos: escassez de alternativas.
Ao mesmo tempo que essa rotina corrida nos aliena, ela nos é necessária. Quem não gosta de ter a situação sob controle? Quem não gosta de segurança? A cova que a sociedade compulsivamente cava é o chão em que ela se sustenta. Eu mesma,por exemplo. Meu medo mais profundo é: falta de controle, vulnerabilidade, instabilidade. Esses elementos vem para nós como um tempero para a rotina comum. Ao mesmo tempo que os evitamos, procuramos também.Que paradoxal! As pessoas procuram cada vez mais evitá-los, alienando-se com fofocas sobre os famosos, conversas planas, dias cheios. Mas também querem achá-los, em romances de aventuras, programas de viagens, esportes e coisas mil.
Ao mesmo tempo que gosto, tenho asco ao ordinário. É como Augusto dos Anjos, já dizia: "A mão que afaga é a mesma que te apedreja".
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
50 Vezes Mais do Mesmo
*Jamil acabou de entrar*
- Grande Jamil!
- Daê, tranquilo?
- Belê... Ei, você viu? O nosso próximo post vai ser o de número 50! Meia centena! 5 dezenas! É coisa pra burro cara!
- Haha. É mesmo, nem tinha visto...
- A gente podia fazer um post especial sobre isso, né? Tipo comemorativo, sei lá.
- É uma boa.
*Pedro Felipe acabou de entrar*
-Aê, o Pedro entrou...
- Senhores! Bom com vocês? A Hermínia tá aqui comigo, a gente vai no jogo do furacão depois...
- Pô, você não vai ficar?!?!?!
- Ah, bixo, jogo... haha
- Oi fios!
- Oi Minia!
- Oi
- Olá...
- Ah, beleza... Meu, nosso próximo post é o 50º. A gente tá pensando em fazer algo especial. Que que vocês acham?
- É bão, é bão. A gente podia cada um escrever um parágrafo, sei lá...
*Javã Társis acabou de entrar*
- Shhhaaffã!
- Aêêêê!
*Dan Yamada acabou de entrar*
- O Dan também! Haha.
- Ei, vocês viram que o próximo post vai ser o quinquagésimo do blog!?
- Orra! Haha.
- A gente tá pensando em fazer alguma coisa especial, tem algo em mente?
- A gente podia fazer aquele post de apresentação lá. Que a gente acabou não fazendo...
- Meu, acho que a gente podia falar dos nossos feitos. Orra, nós nesse 1º mês de vida já tivemos mais de 1500 visitas! Veio gente de 30 cidades diferentes! Até um cara de NY e um da Argentina que entraram por engano no blog...
- Sério!? 30 cidades? Essa eu não sabia...
- Cara, eu e a Hermínia temos que ir, senão vamos pegar uma mega fila no estádio. Mas antes quero falar uma coisa, e quero que vocês ponham isso no post. Quero dizer que essa viagem pro Japão que a gente fez, a prova, os almoços, tudo, foram as melhores coisas que já aconteceram na minha vida. É muito bom ser amigo de gente que nem vocês, esse blog só é uma parte disso. Eu amo vocês pessoal...
- Pedro, como sempre, sentimental... Haha. Também te adoramos Pedro! Beijos e té mais!
- É bem isso mesmo. Beijos Minia, falou Pedro!
- Beijos
- Falou, té mais!
- Juízo vocês, hein?
- Até!
*Pedro Felipe acabou de sair*
- Que mais pessoal? Ideias, ideias, ideias!
- Ah, a gente tem que agradecer o pessoal que comenta também, né? Tem aquela menina que faz uns comentários enormes...
- Aline! Minha amiga...
- Isso! Tem também aquele Guilherme de São Carlos...
- Até o Norton já postou por aqui...
- O Yeso tentou, mas falou que não conseguiu, não tem conta no Google...
- Mas nem precisa... Ah, tem também a Candice que tá mostrando pra todo o segundo ano da Ângelo o nosso blog!
- Não nos esqueçamos dos nossos amigos que tem nos apoiado, e muito!
- Voltando ao post. A gente podia fazer algo meio nostálgico!
- Boa Dan! Tipo, o nosso 1º post! Lembram? Ainda tenho o arquivo da nossa conversa quando criamos o blog!
- Sério? Irado!
- Podemos comentar do 8 de Setembro... Foi o nosso pico, sabiam? 98 visitas num único dia!
- Também! O 7 de Setembro teve o quê? 4 posts! Haha.
- Ah, a gente pode falar de cada um, né? Tipo do Dan que ainda não postou...
- O meu post já tá nos rascunhos!
- Ou do Javã, que é fotógrafo e nunca pôs foto dele, né?
- Quê? Não tava prestando muita atenção. Tava num momento... Introspectivo...
- Ai ai... Haha.
- Tem o Jamil que só viaja na maionese também...
- Maionese, no queijo, no pão, no presunto.Tá loco!
- “3 queijos / 2 presuntos” haha.
- Ou do Pedro e dos seus posts enormes e cansativos... Haha.
- E ele nem tá aqui pra se defender!
- Ou do Allan que se acha poeta... Haha.
- Bixa...
- Bixa...[2]
- Tá. Eu sei que vocês me amam...
- Mas como vai ser o post? Tipo, estrutura?
- MEU! TIVE UMA GRANDE IDEIA!
- Lá vem... Haha.
- Diga Allan.
- A gente podia fazer um diálogo! Aliás, um “hexálogo”, pra mostrar os nossos bastidores, o que a gente diz, como vemos o mundo, como pensamos em fazer nosso 50º post, e tal...
- Nossa Allan, que péssima ideia. Quem iria ler uma coisa dessas? É cada uma...
- Grande Jamil!
- Daê, tranquilo?
- Belê... Ei, você viu? O nosso próximo post vai ser o de número 50! Meia centena! 5 dezenas! É coisa pra burro cara!
- Haha. É mesmo, nem tinha visto...
- A gente podia fazer um post especial sobre isso, né? Tipo comemorativo, sei lá.
- É uma boa.
*Pedro Felipe acabou de entrar*
-Aê, o Pedro entrou...
- Senhores! Bom com vocês? A Hermínia tá aqui comigo, a gente vai no jogo do furacão depois...
- Pô, você não vai ficar?!?!?!
- Ah, bixo, jogo... haha
- Oi fios!
- Oi Minia!
- Oi
- Olá...
- Ah, beleza... Meu, nosso próximo post é o 50º. A gente tá pensando em fazer algo especial. Que que vocês acham?
- É bão, é bão. A gente podia cada um escrever um parágrafo, sei lá...
*Javã Társis acabou de entrar*
- Shhhaaffã!
- Aêêêê!
*Dan Yamada acabou de entrar*
- O Dan também! Haha.
- Ei, vocês viram que o próximo post vai ser o quinquagésimo do blog!?
- Orra! Haha.
- A gente tá pensando em fazer alguma coisa especial, tem algo em mente?
- A gente podia fazer aquele post de apresentação lá. Que a gente acabou não fazendo...
- Meu, acho que a gente podia falar dos nossos feitos. Orra, nós nesse 1º mês de vida já tivemos mais de 1500 visitas! Veio gente de 30 cidades diferentes! Até um cara de NY e um da Argentina que entraram por engano no blog...
- Sério!? 30 cidades? Essa eu não sabia...
- Cara, eu e a Hermínia temos que ir, senão vamos pegar uma mega fila no estádio. Mas antes quero falar uma coisa, e quero que vocês ponham isso no post. Quero dizer que essa viagem pro Japão que a gente fez, a prova, os almoços, tudo, foram as melhores coisas que já aconteceram na minha vida. É muito bom ser amigo de gente que nem vocês, esse blog só é uma parte disso. Eu amo vocês pessoal...
- Pedro, como sempre, sentimental... Haha. Também te adoramos Pedro! Beijos e té mais!
- É bem isso mesmo. Beijos Minia, falou Pedro!
- Beijos
- Falou, té mais!
- Juízo vocês, hein?
- Até!
*Pedro Felipe acabou de sair*
- Que mais pessoal? Ideias, ideias, ideias!
- Ah, a gente tem que agradecer o pessoal que comenta também, né? Tem aquela menina que faz uns comentários enormes...
- Aline! Minha amiga...
- Isso! Tem também aquele Guilherme de São Carlos...
- Até o Norton já postou por aqui...
- O Yeso tentou, mas falou que não conseguiu, não tem conta no Google...
- Mas nem precisa... Ah, tem também a Candice que tá mostrando pra todo o segundo ano da Ângelo o nosso blog!
- Não nos esqueçamos dos nossos amigos que tem nos apoiado, e muito!
- Voltando ao post. A gente podia fazer algo meio nostálgico!
- Boa Dan! Tipo, o nosso 1º post! Lembram? Ainda tenho o arquivo da nossa conversa quando criamos o blog!
- Sério? Irado!
- Podemos comentar do 8 de Setembro... Foi o nosso pico, sabiam? 98 visitas num único dia!
- Também! O 7 de Setembro teve o quê? 4 posts! Haha.
- Ah, a gente pode falar de cada um, né? Tipo do Dan que ainda não postou...
- O meu post já tá nos rascunhos!
- Ou do Javã, que é fotógrafo e nunca pôs foto dele, né?
- Quê? Não tava prestando muita atenção. Tava num momento... Introspectivo...
- Ai ai... Haha.
- Tem o Jamil que só viaja na maionese também...
- Maionese, no queijo, no pão, no presunto.Tá loco!
- “3 queijos / 2 presuntos” haha.
- Ou do Pedro e dos seus posts enormes e cansativos... Haha.
- E ele nem tá aqui pra se defender!
- Ou do Allan que se acha poeta... Haha.
- Bixa...
- Bixa...[2]
- Tá. Eu sei que vocês me amam...
- Mas como vai ser o post? Tipo, estrutura?
- MEU! TIVE UMA GRANDE IDEIA!
- Lá vem... Haha.
- Diga Allan.
- A gente podia fazer um diálogo! Aliás, um “hexálogo”, pra mostrar os nossos bastidores, o que a gente diz, como vemos o mundo, como pensamos em fazer nosso 50º post, e tal...
- Nossa Allan, que péssima ideia. Quem iria ler uma coisa dessas? É cada uma...
Categoria:
comemorações
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Matematicando
A proporção áurea está presente em quase tudo no mundo, do corpo humano à quantidade de folhas numa árvore. Regras de três são utilizadas todos os dias sem ao menos nos darmos conta. Tem gente que não suporta deixar o volume da televisão ou do rádio num número ímpar não-múltiplo de cinco.
Percebe-se que a amplitude de cada situação citada acima foi diminuindo. Mas o que não decresce em nenhum momento na história da humanidade, ou ainda, só aumentou com o tempo, é a importância da matemática e a sua presença em nossas vidas.
Para ilustrar isso, citarei alguns exemplos de minha vida. Primeiro, algo que julgo de extrema importância em minha existência aqui na Terra: a proporção entre queijo e presunto num sanduíche qualquer. É senso comum que um queijo para um presunto não dá certo. Dois queijos para um presunto é aceitável. Agora, perfeito mesmo é um 3 queijos/ 2 presuntos. Isso sim é um misto bem feito. Podem me chamar de bobo, desocupado ou até viciado em misto-quente, mas que essa combinação não tem erro, ah, isso eu garanto.
Outra coisa, mas essa é mais particular das pessoas que seguiram vida acadêmica pelos cursos dá área exata. Impressionante como, mesmo fora das aulas, fazendo lanches, bebendo uma cerveja ou mesmo jogando uma "scopa" com os amigos de sala, as aulas de cálculo impregnam em nós. Piadas sempre temperadas por integrais e derivadas ("qual a derivada de 'rô'?") são uma amostra da bitolação que o cálculo nos condenou.
Pode ser que certas pessoas (aquelas, que somam os números das placas de carro, que contam os passos ao andar, que têm pavor de deixar algo contado terminar em número ímpar não-múltiplo de cinco,...) se identifiquem mais com essas historinhas, mas eu posso assegurar a todos que não só nós, corajosos estudantes de engenharia, mas todo mundo mesmo não seria nada sem a matemática e sua embasbacante universalidade. (Ufa! Foram cinco parágrafos...)
Percebe-se que a amplitude de cada situação citada acima foi diminuindo. Mas o que não decresce em nenhum momento na história da humanidade, ou ainda, só aumentou com o tempo, é a importância da matemática e a sua presença em nossas vidas.
Para ilustrar isso, citarei alguns exemplos de minha vida. Primeiro, algo que julgo de extrema importância em minha existência aqui na Terra: a proporção entre queijo e presunto num sanduíche qualquer. É senso comum que um queijo para um presunto não dá certo. Dois queijos para um presunto é aceitável. Agora, perfeito mesmo é um 3 queijos/ 2 presuntos. Isso sim é um misto bem feito. Podem me chamar de bobo, desocupado ou até viciado em misto-quente, mas que essa combinação não tem erro, ah, isso eu garanto.
Outra coisa, mas essa é mais particular das pessoas que seguiram vida acadêmica pelos cursos dá área exata. Impressionante como, mesmo fora das aulas, fazendo lanches, bebendo uma cerveja ou mesmo jogando uma "scopa" com os amigos de sala, as aulas de cálculo impregnam em nós. Piadas sempre temperadas por integrais e derivadas ("qual a derivada de 'rô'?") são uma amostra da bitolação que o cálculo nos condenou.
Pode ser que certas pessoas (aquelas, que somam os números das placas de carro, que contam os passos ao andar, que têm pavor de deixar algo contado terminar em número ímpar não-múltiplo de cinco,...) se identifiquem mais com essas historinhas, mas eu posso assegurar a todos que não só nós, corajosos estudantes de engenharia, mas todo mundo mesmo não seria nada sem a matemática e sua embasbacante universalidade. (Ufa! Foram cinco parágrafos...)
Categoria:
divagações
"'Royale' With Cheese"
"Pulp Fiction" - Quentin Tarantino
Com o nome significando, literalmente, revista ou história de baixa qualidade sobre violência, na maioria das vezes, esse filme trash de um diretor não menos trash é uma viagem ao mundo da violência e da redenção.
O filme conta três histórias, não em ordem cronológica, mas que se cruzam em certo ponto. Dois mafiosos que vão acertar contas em nome de seu patrão e que, no caminho, só conseguem conversar sobre hamburgueres e sobre a importância de uma massagem nos pés de uma mulher. Um mafioso que deve levar a mulher de seu chefe para se distrair e dançar e acaba levando ela a cheirar heroína por engano. Um pugilista que, depois de combinar uma coisa, faz outra, mata o adversário e foge de mafiosos meio descuidados.
Falando assim, as três histórias parecem meio sem nexo, mas, ao perceber a intersecção delas, notamos a genialidade do roteiro (que ganhou o Oscar de melhor roteiro original em 95). Outra coisa legal de se prestar atenção é a cabeça do mafioso interpretado por Samuel L. Jackson, Jules Winnfield, que, ao chegar a decisão de abandonar a vida do crime, dá uma lição de moral num assaltante que tentava roubar o restaurante onde ele e seu comparsa se encontravam. Detalhe para a passagem bíblica (Ezequiel 25:17) que Winnfield sempre cita e a paixão com que ele o faz.
Outra coisa que chama a atenção é a trilha sonora escolhida a dedo e muito celebrada do filme. Músicas como as clássicas do surf "Misirlou", "Bustin' Surfboards" e outras que se adequam ao momento, como a de Chuck Berry, "You Never Can Tell", que serve de fundo pra cena mais clássica de todo o filme, a dança de John Travolta com Uma Thurman, muitas vezes parodiada e/ou imitada.
Aqui, a página do filme no IMDb (em inglês).
Com o nome significando, literalmente, revista ou história de baixa qualidade sobre violência, na maioria das vezes, esse filme trash de um diretor não menos trash é uma viagem ao mundo da violência e da redenção.
O filme conta três histórias, não em ordem cronológica, mas que se cruzam em certo ponto. Dois mafiosos que vão acertar contas em nome de seu patrão e que, no caminho, só conseguem conversar sobre hamburgueres e sobre a importância de uma massagem nos pés de uma mulher. Um mafioso que deve levar a mulher de seu chefe para se distrair e dançar e acaba levando ela a cheirar heroína por engano. Um pugilista que, depois de combinar uma coisa, faz outra, mata o adversário e foge de mafiosos meio descuidados.
Falando assim, as três histórias parecem meio sem nexo, mas, ao perceber a intersecção delas, notamos a genialidade do roteiro (que ganhou o Oscar de melhor roteiro original em 95). Outra coisa legal de se prestar atenção é a cabeça do mafioso interpretado por Samuel L. Jackson, Jules Winnfield, que, ao chegar a decisão de abandonar a vida do crime, dá uma lição de moral num assaltante que tentava roubar o restaurante onde ele e seu comparsa se encontravam. Detalhe para a passagem bíblica (Ezequiel 25:17) que Winnfield sempre cita e a paixão com que ele o faz.
Outra coisa que chama a atenção é a trilha sonora escolhida a dedo e muito celebrada do filme. Músicas como as clássicas do surf "Misirlou", "Bustin' Surfboards" e outras que se adequam ao momento, como a de Chuck Berry, "You Never Can Tell", que serve de fundo pra cena mais clássica de todo o filme, a dança de John Travolta com Uma Thurman, muitas vezes parodiada e/ou imitada.
Aqui, a página do filme no IMDb (em inglês).
domingo, 4 de outubro de 2009
A Memória É Curta, Mas Isso Não Pode, Não Deve e Não Será Esquecido
Busquei estar a par dos fatos o máximo possível para escrever esse artigo, pois ele trata do mais novo conflito de opiniões aqui no Brasil: Honduras. Manuel Zelaya, Micheletti, Brasil, ONU, Constituição de Honduras, a confusão é grande. Mas por que o Brasil resolveu intrometer-se nessa questão?
Em 1964, aqui no Brasil, apoiado pela Igreja, pela classe média e pela direita e centro partidários, o exército, a marinha e a aeronáutica, representadas pelos seus coronéis e brigadeiros, destituíram João Goulart que, por direito, deveria assumir o governo. Durante esse período, o Brasil simbolizou, para quem olhasse de longe, uma nação promissora economicamente, porém, para os que conviviam com as conseqüências dos Atos Institucionais, a visão era de um país que fez o cala boca prevalecer, direitos constitucionais suprimidos, torturas nos porões. Durante essa época, um grande jurista brasileiro, Francisco Campos, talvez o maior de todos os tempos no Brasil, foi recrutado pela Ditadura Brasileira para justificar o golpe de Estado. Era incansavelmente dito no texto que a Constituição que eles acabavam de rasgar defendia o golpe, pois o Brasil passava por uma ameaça comunista e tantos outros argumentos que faziam uso da ignorância de grande parte da população para encobrir que a democracia foi violada e que demoraria quase 30 anos para o brasileiro poder votar novamente.Tortura, parentes mortos, receitas de bolo em capa de jornais, exílio para muitos.
Em 2009, apoiado pela oposição, Manuel Zelaya foi destituído do poder, expulso de seu país, de pijama, com um fuzil apontado em sua cabeça. Sob justificativa de buscar a reeleição, Roberto Micheletti, presidente da câmara assumiu a presidência. Foram suspensos direitos constitucionais, emissoras de rádio foram fechadas, alguma semelhança com o segundo parágrafo?
Para fundamentar meu argumento, busquei os artigos da Constituição Hondurenha e consultei as notícias que antecederam o golpe de Estado. Zelaya, que não é flor que se cheire, que fique bem claro, porém eleito pelo voto popular, tem uma política que visa à progressiva interdependência Hondurenha dos Estados Unidos. Quem conhece um pouco da história de Honduras, verá que esse país sempre foi considerado como um protetorado dos Estados Unidos. Tanto que, por pressão do ex-presidente estadunidense cowboy Ronald Reagan, foi elaborada uma Constituição nos moldes ocidentais. Tal carta tinha nos seus artigos, claramente expressos, a intenção estadunidense de manter a soberania no país ao estabelecer e vedar totalmente a reeleição para que, assim, fosse inviabilizado qualquer tipo de reforma profunda na estrutura social e política Hondurenha.
O Artigo 4 da constiuição Hondurenha prega que Honduras é um governo republicano, democrático e representativo. Se exerce pelos 3 poderes que são independentes entre si. O exercício da Presidência da república é obrigatória, e infração dessa norma é um delito de traição à pátria. O problema desse Artigo é que não estabelece a maneira como será destituído um presidente que defender a reeleição. Além disso, Zelaya não propôs uma nova Constituinte, Zelaya propôs uma consulta popular que perguntaria: “Você acha que o país deve fazer um referendo para elaborar uma nova Constituição?”. Então a consulta popular seria uma consulta sobre uma outra possível consulta que propunha se deveria convocar uma constituinte. Os militares pressupuseram que Zelaya tinha intuito de estabelecer a reeleição.
Bom, a questão não é se Zelaya queria ou não a reeleição, a questão é que foi uma violação da democracia e também uma supressão de direitos inalienáveis do homem. Pessoas foram mortas, impedidas de manifestar sua opinião. E, acreditem se quiser, ainda há grandes estudiosos brasileiros dizendo que o golpe foi Constitucional.
O Artigo 1 prega que Honduras é um estado de direito, soberano, independente e democrático. Preciso ainda dizer por que o Brasil deveria interferir nessa questão? Será que Zelaya estaria vivo se recorresse à embaixada dos EUA? Vamos pensar de outra maneira, Jango ficaria no poder se pedisse ajuda aos EUA? Obviamente, não. Seria um insulto à memória de nós brasileiros permitirmos um golpe militar em um país latino-americano como nós. Assim como é um absurdo hoje muitos defenderem a Ditadura no Brasil, pois isso mostra a conivência à tortura, à morte, à censura. Além disso, a revista Veja, que ainda consegue piorar sua imagem no cenário acadêmico, chama essa política adotada por nós de "Imperialismo".
Hoje temos o Direito à memória e à verdade. Todos nós brasileiros temos o direito de saber o que foi a ditadura e o que ela causa de prejuízos a uma nação. Imperialismo é permitir a violação de Direitos Humanos, apoiar ditaduras, como fez os EUA com os militares brasileiros e argentinos, com Stroessner no Paraguai, com Pinochet no Chile, com Saddam Hussein e seu massacre aos xiitas no Iraque, e tantas outras.
Em 1964, aqui no Brasil, apoiado pela Igreja, pela classe média e pela direita e centro partidários, o exército, a marinha e a aeronáutica, representadas pelos seus coronéis e brigadeiros, destituíram João Goulart que, por direito, deveria assumir o governo. Durante esse período, o Brasil simbolizou, para quem olhasse de longe, uma nação promissora economicamente, porém, para os que conviviam com as conseqüências dos Atos Institucionais, a visão era de um país que fez o cala boca prevalecer, direitos constitucionais suprimidos, torturas nos porões. Durante essa época, um grande jurista brasileiro, Francisco Campos, talvez o maior de todos os tempos no Brasil, foi recrutado pela Ditadura Brasileira para justificar o golpe de Estado. Era incansavelmente dito no texto que a Constituição que eles acabavam de rasgar defendia o golpe, pois o Brasil passava por uma ameaça comunista e tantos outros argumentos que faziam uso da ignorância de grande parte da população para encobrir que a democracia foi violada e que demoraria quase 30 anos para o brasileiro poder votar novamente.Tortura, parentes mortos, receitas de bolo em capa de jornais, exílio para muitos.
Em 2009, apoiado pela oposição, Manuel Zelaya foi destituído do poder, expulso de seu país, de pijama, com um fuzil apontado em sua cabeça. Sob justificativa de buscar a reeleição, Roberto Micheletti, presidente da câmara assumiu a presidência. Foram suspensos direitos constitucionais, emissoras de rádio foram fechadas, alguma semelhança com o segundo parágrafo?
Para fundamentar meu argumento, busquei os artigos da Constituição Hondurenha e consultei as notícias que antecederam o golpe de Estado. Zelaya, que não é flor que se cheire, que fique bem claro, porém eleito pelo voto popular, tem uma política que visa à progressiva interdependência Hondurenha dos Estados Unidos. Quem conhece um pouco da história de Honduras, verá que esse país sempre foi considerado como um protetorado dos Estados Unidos. Tanto que, por pressão do ex-presidente estadunidense cowboy Ronald Reagan, foi elaborada uma Constituição nos moldes ocidentais. Tal carta tinha nos seus artigos, claramente expressos, a intenção estadunidense de manter a soberania no país ao estabelecer e vedar totalmente a reeleição para que, assim, fosse inviabilizado qualquer tipo de reforma profunda na estrutura social e política Hondurenha.
O Artigo 4 da constiuição Hondurenha prega que Honduras é um governo republicano, democrático e representativo. Se exerce pelos 3 poderes que são independentes entre si. O exercício da Presidência da república é obrigatória, e infração dessa norma é um delito de traição à pátria. O problema desse Artigo é que não estabelece a maneira como será destituído um presidente que defender a reeleição. Além disso, Zelaya não propôs uma nova Constituinte, Zelaya propôs uma consulta popular que perguntaria: “Você acha que o país deve fazer um referendo para elaborar uma nova Constituição?”. Então a consulta popular seria uma consulta sobre uma outra possível consulta que propunha se deveria convocar uma constituinte. Os militares pressupuseram que Zelaya tinha intuito de estabelecer a reeleição.
Bom, a questão não é se Zelaya queria ou não a reeleição, a questão é que foi uma violação da democracia e também uma supressão de direitos inalienáveis do homem. Pessoas foram mortas, impedidas de manifestar sua opinião. E, acreditem se quiser, ainda há grandes estudiosos brasileiros dizendo que o golpe foi Constitucional.
O Artigo 1 prega que Honduras é um estado de direito, soberano, independente e democrático. Preciso ainda dizer por que o Brasil deveria interferir nessa questão? Será que Zelaya estaria vivo se recorresse à embaixada dos EUA? Vamos pensar de outra maneira, Jango ficaria no poder se pedisse ajuda aos EUA? Obviamente, não. Seria um insulto à memória de nós brasileiros permitirmos um golpe militar em um país latino-americano como nós. Assim como é um absurdo hoje muitos defenderem a Ditadura no Brasil, pois isso mostra a conivência à tortura, à morte, à censura. Além disso, a revista Veja, que ainda consegue piorar sua imagem no cenário acadêmico, chama essa política adotada por nós de "Imperialismo".
Hoje temos o Direito à memória e à verdade. Todos nós brasileiros temos o direito de saber o que foi a ditadura e o que ela causa de prejuízos a uma nação. Imperialismo é permitir a violação de Direitos Humanos, apoiar ditaduras, como fez os EUA com os militares brasileiros e argentinos, com Stroessner no Paraguai, com Pinochet no Chile, com Saddam Hussein e seu massacre aos xiitas no Iraque, e tantas outras.
Categoria:
política
sábado, 3 de outubro de 2009
“Cidade Maravilhosa, Cheia de Encantos Mil”
Pois é, ontem saiu o resultado. Nós, um país supostamente subdesenvolvido, com complexo de vira-lata, batemos Espanha, Japão, Estados Unidos. Provamos que temos coração, que temos paixão, que queremos as Olimpíadas. Provamos que nós somos uma das mais importantes nações do mundo sim e que temos condições sim de receber um evento desse porte.
“Ah, mas o país não tem infraestrutura”. Ter, tem. Tem dinheiro público pra uma olimpíada, uma copa, e ainda sobra pra arrumar saúde e educação. O que falta é seriedade. Falta honestidade dos governantes, falta justiça na escolha das empreiteiras, falta cobrança dos eleitores. Falta só verdade porque vontade, meu amigo, isso temos de sobra. Se o Brasil sabe fazer duas coisas muito bem, essas são esporte e música. Como música não é competição, nos resta brigar pra sediar uma Olimpíada. Aliás, não só uma olimpíada qualquer: a primeira Olimpíada da América do Sul.
Posso estar sendo romântico demais, mas sediar os jogos não é pra qualquer um. Estou esperançoso, ansioso e otimista. Serão feitas obras públicas, serão criados novos empregos, será enaltecido o esporte. Espero que façamos bonito pro mundo todo nos reconhecer, assim como aconteceu com a China, assim como vai acontecer com a África do Sul. Só espero que tudo isso não sirva de brecha pra superfaturamentos nem de pano pra cobrir falcatruas parlamentares. Que tudo isso não seja só circo, mas que seja também pão, livro, hospital e justiça. Bom, pelo menos o Cristo já tá de braços abertos. Que venham os jogos Olímpicos!
“Ah, mas o país não tem infraestrutura”. Ter, tem. Tem dinheiro público pra uma olimpíada, uma copa, e ainda sobra pra arrumar saúde e educação. O que falta é seriedade. Falta honestidade dos governantes, falta justiça na escolha das empreiteiras, falta cobrança dos eleitores. Falta só verdade porque vontade, meu amigo, isso temos de sobra. Se o Brasil sabe fazer duas coisas muito bem, essas são esporte e música. Como música não é competição, nos resta brigar pra sediar uma Olimpíada. Aliás, não só uma olimpíada qualquer: a primeira Olimpíada da América do Sul.
Posso estar sendo romântico demais, mas sediar os jogos não é pra qualquer um. Estou esperançoso, ansioso e otimista. Serão feitas obras públicas, serão criados novos empregos, será enaltecido o esporte. Espero que façamos bonito pro mundo todo nos reconhecer, assim como aconteceu com a China, assim como vai acontecer com a África do Sul. Só espero que tudo isso não sirva de brecha pra superfaturamentos nem de pano pra cobrir falcatruas parlamentares. Que tudo isso não seja só circo, mas que seja também pão, livro, hospital e justiça. Bom, pelo menos o Cristo já tá de braços abertos. Que venham os jogos Olímpicos!
Categoria:
divagações,
esportes,
notícias
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
ENEM, Porquinhos, Folga, Haddad, Indignação
Se teve um ano bichado pra prestar vestibular esse ano foi – e ainda tá sendo – o de 2009. Tudo começou quando o MEC decidiu – por motivos políticos, que fique claro – “vitaminar” o ENEM transformando-o no “novo vestibular”. A ideia era mudar o método de ingresso nas universidades: uma prova de raciocínio no lugar da antiga decoreba vestibulosa. Pelo visto o ministro Haddad nem olhou provas como as da Fuvest, da Unicamp ou até da nossa UFPR. Provas que prezam pelo raciocínio e não por aquele método de prova cinquentista.
Enfim, foi um corre corre entre os cursinhos – que já tinham cronograma pronto pro ano e tudo mais – pra incluir o ENEM no ano letivo. Eu mesmo tive 3 apostilas e mais de 50 aulas virtuais destinadas a essa prova maldita. Tudo bem, até aí tudo bem. Voltamos das férias conscientes de que teríamos mais aulas quando, de repente, surge essa tal da Gripe do Porquinho – a suína, Influenza A H1N1 – pra simplesmente “comer” 2 semanas inteiras de nossas aulas. Resultado? Eu tive aulas de domingo a domingo por 6 semanas seguidas pra repor as aulas perdidas.
Ontem, dia 1 de Outubro, tive uma notícia que não sei dizer se é ruim ou não, mas que não deixa de ser desrespeitosa. Provas do ENEM foram surrupiadas dos cofres secretos do governo – onde só duas pessoas tinham acesso! – e oferecidas por 500 mil – com uma história muito mal contada, por sinal – ao Estadão, portanto, ENEM cancelado e adiado pra no mínimo uns 40 dias. A notícia é boa porque eu teria aula das 13h às 22h ontem, quinta, e hoje, sexta, de revisão pras provas do fim de semana. Agora vou ter uma semana inteira de férias forçadas, felizmente. A notícia é ruim porque em Novembro, quando eu estiver atolado de provas pra fazer, 200 questões de teste psicotécnico – que é o ENEM – vai ser demais pra minha cabeça.
Deixo esse post de indignação sobre o desrespeito para com os mais de 4 milhões de inscritos no ENEM. Se é intriga da oposição pra derrubar ministério, se é palhaçada do governo, pouco me importa. O que importa é que o MEC inventou essa tristeza e agora é bom que tenha a fineza de desinventar.
Enfim, foi um corre corre entre os cursinhos – que já tinham cronograma pronto pro ano e tudo mais – pra incluir o ENEM no ano letivo. Eu mesmo tive 3 apostilas e mais de 50 aulas virtuais destinadas a essa prova maldita. Tudo bem, até aí tudo bem. Voltamos das férias conscientes de que teríamos mais aulas quando, de repente, surge essa tal da Gripe do Porquinho – a suína, Influenza A H1N1 – pra simplesmente “comer” 2 semanas inteiras de nossas aulas. Resultado? Eu tive aulas de domingo a domingo por 6 semanas seguidas pra repor as aulas perdidas.
Ontem, dia 1 de Outubro, tive uma notícia que não sei dizer se é ruim ou não, mas que não deixa de ser desrespeitosa. Provas do ENEM foram surrupiadas dos cofres secretos do governo – onde só duas pessoas tinham acesso! – e oferecidas por 500 mil – com uma história muito mal contada, por sinal – ao Estadão, portanto, ENEM cancelado e adiado pra no mínimo uns 40 dias. A notícia é boa porque eu teria aula das 13h às 22h ontem, quinta, e hoje, sexta, de revisão pras provas do fim de semana. Agora vou ter uma semana inteira de férias forçadas, felizmente. A notícia é ruim porque em Novembro, quando eu estiver atolado de provas pra fazer, 200 questões de teste psicotécnico – que é o ENEM – vai ser demais pra minha cabeça.
Deixo esse post de indignação sobre o desrespeito para com os mais de 4 milhões de inscritos no ENEM. Se é intriga da oposição pra derrubar ministério, se é palhaçada do governo, pouco me importa. O que importa é que o MEC inventou essa tristeza e agora é bom que tenha a fineza de desinventar.
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divagações
"O que É Isso, Companheiro?"
A Lei da Anistia aprovada por Figueiredo em agosto de 79 faz aniversário em 2009. Mesmo assim, ainda tem gente que acredita que essa auto-anistia do governo golpista brasileiro foi ampla, geral e irrestrita. Só se foi para o lado negro da força. Essa lei é aquela que o presidente aprovou para agradar Alencar Furtado, exilado por Geisel, anistiando aqueles que cometeram crimes políticos e conexos com eles. Assim, exilados políticos puderam voltar ao Brasil. No entanto, afrontas aos direitos fundamentais da humanidade foram também perdoadas, graças a essa maldita palavrinha: CONEXOS.
Penso que crimes políticos não envolvem crimes comuns como sequestros, assassinatos e estupros. Anistiar crimes conexos aos crimes políticos seria consentir com a não punição dos mesmos, e o pior, em nome de uma rápida redemocratização do país, que por sinal ainda não ocorreu, mesmo depois de 30 anos. Graças a isso, crimes como o massacre do Araguaia, onde 70 pessoas opositoras ao regime militar foram mortas por defenderem um combate armado, não foram investigados nem punidos . É claro, não se combate violência com violência. Mas esse ciclo encontrou uma tréplica legal, que até hoje não puniu os responsáveis pelo massacre aos direitos fundamentais daqueles cidadãos.
As torturas, estupros, e desaparecimentos, afrontas cometidas contra aquela geração, até hoje não encontraram conseqüências. A lei, de tão ampla, não informou diretamente quem deveria ser absolvido, propositalmente. O governo queria dar a população, cada vez mais alienada com o futebol, a falsa segurança de um sistema democrático. Essa lei foi motivo de IMPEDIMENTO de investigações e de punições desses crimes. Graças a essa vagueza da anistia, dotada de uma mesma ingenuidade de um menino de 8 anos, que a OAB entrou com um pedido no STF, em 2008, pedindo maior precisão da abrangência da lei, para que crimes como a tortura e o desaparecimento de cidadãos sejam penalizados.
O Brasil concordou com a criminalização da tortura no século passado, assinando diversos tratados. No entanto, ela encontra-se legitimada pelo próprio Estado. A nossa geração não precisa mais lutar por liberdade de expressão, voto direto e direitos humanos. No entanto, temos o direito de saber a verdade, o direito à memória. Os crimes praticados durante a ditadura precisam ser expostos, não utilitariamente quantificados, mas sim revelados ao povo, e assim punidos. Isso não é revanchismo, como falou o ministro Vannuchi, mas sim um combate a atual impunidade. Seria um esquartejamento em praça pública da não-punição de crimes praticados dentro dos meandros do sistema burocrático brasileiro.
Penso que crimes políticos não envolvem crimes comuns como sequestros, assassinatos e estupros. Anistiar crimes conexos aos crimes políticos seria consentir com a não punição dos mesmos, e o pior, em nome de uma rápida redemocratização do país, que por sinal ainda não ocorreu, mesmo depois de 30 anos. Graças a isso, crimes como o massacre do Araguaia, onde 70 pessoas opositoras ao regime militar foram mortas por defenderem um combate armado, não foram investigados nem punidos . É claro, não se combate violência com violência. Mas esse ciclo encontrou uma tréplica legal, que até hoje não puniu os responsáveis pelo massacre aos direitos fundamentais daqueles cidadãos.
As torturas, estupros, e desaparecimentos, afrontas cometidas contra aquela geração, até hoje não encontraram conseqüências. A lei, de tão ampla, não informou diretamente quem deveria ser absolvido, propositalmente. O governo queria dar a população, cada vez mais alienada com o futebol, a falsa segurança de um sistema democrático. Essa lei foi motivo de IMPEDIMENTO de investigações e de punições desses crimes. Graças a essa vagueza da anistia, dotada de uma mesma ingenuidade de um menino de 8 anos, que a OAB entrou com um pedido no STF, em 2008, pedindo maior precisão da abrangência da lei, para que crimes como a tortura e o desaparecimento de cidadãos sejam penalizados.
O Brasil concordou com a criminalização da tortura no século passado, assinando diversos tratados. No entanto, ela encontra-se legitimada pelo próprio Estado. A nossa geração não precisa mais lutar por liberdade de expressão, voto direto e direitos humanos. No entanto, temos o direito de saber a verdade, o direito à memória. Os crimes praticados durante a ditadura precisam ser expostos, não utilitariamente quantificados, mas sim revelados ao povo, e assim punidos. Isso não é revanchismo, como falou o ministro Vannuchi, mas sim um combate a atual impunidade. Seria um esquartejamento em praça pública da não-punição de crimes praticados dentro dos meandros do sistema burocrático brasileiro.
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divagações,
política
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
"For Those About to Rock, We Salute You"
É, uma das mais importantes bandas da história da música vem, de novo, pro Brasilzão. Dessa vez só passando por São Paulo, o AC/DC volta para um de seus países preferidos.
Em 1996 o grupo tinha marcados shows em SP e Rio de Janeiro. Como surgiram alguns problemas quanto ao Maracanã, que seria o palco na cidade maravilhosa, de última hora, vieram para a capital do Rock, Curitiba. Meus irmãos foram (malditos!) assistir o show na Pedreira Paulo Leminski, mais lotada do que nunca, e puderam apreciar os clássicos marcantes, porém simples, dessa magistral banda.
Agora, 2009, em turnê de seu novo álbum do final do ano passado, "Black Ice", o AC/DC passa pelo Brasil em show único no Morumbi. Óbvio que vendi meus rins e minhas calças para poder ir. 27 de novembro estaremos lá, prestigiando e cantando hinos do naipe de "Back in Black", "Highway to Hell" e as novas obras-primas do novo álbum, "Black Ice", "Rock and Roll Train" entre inúmeras outras que me fazer arrepiar só de ouvir o nome.
Sem exageros, vale dizer que o AC/DC é uma das mais influentes bandas de nosso tempo e dos antigos, e que seu legado, espero eu, atinja meus netos e bisnetos, para os quais contarei, orgulhoso, que fui ao show desses caras, em novembro de 2009.
Utilidade pública, aqui link para informações do show. Só não garanto ingresso. Na Argentina acabaram-se em 2 horas...
Em 1996 o grupo tinha marcados shows em SP e Rio de Janeiro. Como surgiram alguns problemas quanto ao Maracanã, que seria o palco na cidade maravilhosa, de última hora, vieram para a capital do Rock, Curitiba. Meus irmãos foram (malditos!) assistir o show na Pedreira Paulo Leminski, mais lotada do que nunca, e puderam apreciar os clássicos marcantes, porém simples, dessa magistral banda.
Agora, 2009, em turnê de seu novo álbum do final do ano passado, "Black Ice", o AC/DC passa pelo Brasil em show único no Morumbi. Óbvio que vendi meus rins e minhas calças para poder ir. 27 de novembro estaremos lá, prestigiando e cantando hinos do naipe de "Back in Black", "Highway to Hell" e as novas obras-primas do novo álbum, "Black Ice", "Rock and Roll Train" entre inúmeras outras que me fazer arrepiar só de ouvir o nome.
Sem exageros, vale dizer que o AC/DC é uma das mais influentes bandas de nosso tempo e dos antigos, e que seu legado, espero eu, atinja meus netos e bisnetos, para os quais contarei, orgulhoso, que fui ao show desses caras, em novembro de 2009.
Utilidade pública, aqui link para informações do show. Só não garanto ingresso. Na Argentina acabaram-se em 2 horas...
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